sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Será que acaba domingo?

Estava lendo uma notícia sobre um determinado personagem de uma novela que é um político corrupto e contrabandista de armas de alto porte. Relata que o público tem demonstrado simpatia e fascínio para com o personagem. Ele imagina que este fato se dá porque o personagem passou fome e dificuldades quando criança e conseguiu ultrapassar a barreira da miséria... (Como a sociedade consegue ver o certo no errado, não é?)

Longe de mim querer ser exemplo para humanidade... Mas analisando e filosofando, nós permitimos ou participamos de alguma forma para o caos que o mundo se encontra... A exemplo quando usamos drogas, oferecemos propinas, procuramos um jeitinho fácil para resolver burocracias, furamos filas, desrespeitamos os idosos, avançamos um sinal de trânsito. Eu poderia ficar aqui listando por horas nossas fraquezas...

Colocamos a culpa na maioria da vezes no político ou na sociedade, culpamos o governo por não resolver os problemas de educação, segurança, saúde, emprego, violência, poluição, mas esquecemos que a mudança mais importante deve começar por nós.

Tudo isso para falar que domingo dia 26/10/08 é dia de eleição, mas não é somente o voto que daremos a um candidato que nos exclui da responsabilidade de pelo menos tentar mudar toda esta situação em que vivemos.

Reflita e mude!

2 comentários:

Ice Ice Baby disse...

voto é a única chancezinha q a gente tem de tentar algo pelo bem desse país... one step at a time.

bjs chuchu

Alexandre M. Lima disse...

Subornar o fiscal do trânsito para que ele não nos multe, inventar cursos no currículo para melhorar a chance na entrevista de emprego, comprar peças de carro roubadas para o conserto do automóvel sair mais barato...
O brasileiro é o próprio mal desse país! Não generalizando a todos, afinal existem as pessoas que tentam seguir as leis à risca, mas concordo contigo que a grande maioria bota sempre a culpa em outra pessoa e esquece que ela própria tem a sua parcela de culpa pela situação.
Se a população não estivesse interessada em ver a tragédia dos outros, talvez a TV não tivesse dado atenção para o Lindemberg e talvez ele não tivesse se sentido o super-homem e entregado a menina aos policiais. Talvez!